sexta-feira, 5 de março de 2010

Herança

Ao tempo deixo o meu presente como que sirva de lembrança a dor de não ter, não viver, não ser correspondida. A lágrima pelo não ter tentado e ser passiva e paciente quanto ao sentimento alheio, que evito corromper com minhas vãs intensões! Assim, deixo minha consciência leve, minha alma pesada e meu coração em pedaços.

Aos sonhos, deixo que eles prosperem até o auge da ilusão e crie em mim a utopia de sentimento ideal, único e perfeito. Assim, cesso o brilho dos meus olhos, o palpitar do meu coração e destroço minha euforia!

Ao que sinto e por quem sinto, deixo minhas agonias enlatadas em destroços que se unem e formam uma única dor. Mas exalto minha alegria de por um instante sentir o calor dos braços, me fazendo vil em um doce abraço que guardarei comigo, fazendo assim um bom motivo para continuar a lutar, para continuar a viver.

À minha dor, deixo apenas essa vontade de vencer, essa angustia pelo 'chegar lá', essa luta desenfreada por mais uma vez sentir-me viva, ainda que tão distante da vida.

2 comentários:

Angélica de Brito disse...

E só pra você não esquecer que sou sua leitora, eu ameeei mais uma vez!
*-*
<3

Mauro Henrique disse...

Ei camila, td bem?entrei em seu blog através da comunidade "eu escrevo poesias". Adorei seu blog! e vc escreve mto!Sobre seu texto; umas das coisas que recebemos de herança do dia de hoje é a esperança do dia seguinte! Abraços e virei mais um seguidor seu.